Pages, clicks and views…métricas 2.0: mentes que não mudam. Até quando?

Publicado em maio 29, 2008. Arquivado em: roi | Tags:, , , , |

Desde quando comecei a trabalhar com a internet em 1995 sempre fui um “homem de ferro” das métricas e resultados quantitativos das páginas institucionais e promocionais das empresas por onde passei.

Não existia outro tipo de análise, toda e qualquer avaliação e mensuração girava em torno do tal “número de acessos” mensais que cada página acumulava em um determinado período – na maioria das vezes mensal - confesso que era uma moeda que vendia com muita maestria como resultado do meu esforço de marketing.

O fato é que estas métricas estão sendo cada vez mais questionadas (e até deixando de ser priorizadas) no novo contexto das estratégias de comunicação e visibilidade 2.0.  Com a “#consumerização” seletiva e colaborativa da informação potencializada pelo modelo de interação que as vezes chamo de #webQI (quem indicou ou você é meu filtro do Techbits), as variáveis de controle e análise do retorno dos web sites (assim tradicionais) mudam de direção.

É obvio que sempre teremos que medir a soma dos números, mas agora, além da ∑soma, passamos a gerenciar qualitativamente a audiência que permeia e se mantêm fiel a um canal web, seja ele totalmente social media ou tradicional.

Minha visão é que vale mais reunir e fidelizar 100 pessoas qualificadas e interessadas em um assunto específico, participando de discussões, compartilhando idéias e opinando sobre o tema, do que 1.000 acessos de pessoas sem qualquer relação ou interesse pelo assunto.

O mais importante é que no mundo da comunicação 2.0 as premissas mudam e novos parâmetros devem fazer parte do calculo do ROI da empresas quando o assunto é internet:

 

O monitoramento, a gestão e principalmente o “GO to action” para cada situação (seja de pico ou queda) são fatores chave para potencializar a performance e a eficácia de um canal na rede.

Nestes casos o ideal é sempre utilizar uma ferramenta analítica para gerenciar todo o processo, como o Google Analytics, o mais conhecido e fácil de usar.

É uma quebra de paradigma, pois pelas experiências atuais e conversas que tenho tido com executivos de diversas empresas fica claro ( e os olhos brilham) quando me falam que o site tem XXX milhares de acesso (e alguns ainda são remunerados por estas métricas). Mas ai pergunto: Bom, você pode me detalhar um pouco mais sobre o perfil destes usuários ?

Ops..preciso ver no relatório, pois não lembro agora. É sempre a mesma resposta.
Nos próximos posts falarei em detalhes sobre o Google Analytics e suas funcionalidades básicas.

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Blogs de CEOs e os elefantes brancos.

Publicado em abril 4, 2008. Arquivado em: blog, negocios 2.0 | Tags:, , , , , , , |

O que leva um CEO a ter um blog ? moda, vaidade, status, idéia inovadora.. any way, pode ser tudo, menos querer conversar ou debater de forma colaborativa e interativa com a sua ”freguesia” de potenciais leitores ou respectivos consumidores de informação.

 

É a percepção que temos quando debruçamos os olhos na rede e começamos a analisar sobre os raríssimos blogs assinados por presidentes que tentaram colocar no ar iniciativas de negócios 2.0.    Especificamente, a busca do Google me levou a três ou quatros blogs, e resultado é assustador.

 

- Parados no tempo – todos desatualizados, o pior caso está com o último post datado em 30/07/07

 

- Sem rumos – não fica claro qual é a proposta de valor, conteúdo, foco, enfim, não diz nada com nada

 

- Audiência Zero – é o que parece, pois os comentários inexistem

 

Links, categorias, tracksbacks e etc, enfim, poderíamos relacionar dezenas de problemas, mas isso, não vem ao caso, os resultados não poderiam ser diferentes.

 

Quando falamos em comunicação 2.0 ou estratégias social media no mundo corporativo, a terra é de ninguém. Os termos e conceitos são desconhecidos (talvez nem queiram conhecer por que não traz resultados$ em curto prazo) pela maioria dos executivos de negócios, o que é natural. Todos, inclusive eu, fomos sabatinados pelas doutrinas corporativa do século XX, ou melhor, do mundo 1.0, regido por modelos de negócios fechados, autocráticos e impositivos das empresas e seus gestores, faz parte do jogo.

 

O grande eixo desses problemas é a quebra de paradigma cultural das pessoas.  Enquanto os CEOs ou qualquer outra pessoa não acordar para Big Bang da comunicação e dos negócios do século XXI, nada será mudado, continuaremos nesta eterna luta em gloria com os elefantes brancos.

 

+ para toda regra há exceções, que devem (e vão) virar regras.

É o caso do blog do CEO de uma das principais empresas de software do país. É impressionante como o executivo encampou a idéia de conduzir um blog e destina boa parte do seu tempo para dialogar e compartilhar experiências com seus clientes sobre o assunto ergonomia de software. Além de bem estruturado e atualizado, existem diversas discussões entre os leitores e o editor sobre diferentes pontos de vista. Ou seja, é um repositório de melhores praticas para elaboração e manutenção de um CEO blog.  

 

Acho que o modelo deve ser seguido, ou melhor, adotado por executivos que querem começar a dar os primeiros passos no mundo da colaboração e do compartilhamento de conhecimento.

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